A CRÍTICA GENÉTICA E O ENSINO DE ARTE: UM DIÁLOGO POSSÍVEL

A CRÍTICA GENÉTICA E O ENSINO DE ARTE: UM DIÁLOGO POSSÍVEL

A origem da Crítica Genética (ou Crítica de Processo):
*Na França em 1968, com Louis Hay (Centre National de Recherche Scientifique) ligada aos manuscritos literários.
*No Brasil > 1985, com Philipp Willemar, Porf. da USP, ligada aos manuscritos literários.
> Na PUC/SP – 1990 – Com Cecília Almeida Salles os estudos de processo de criação se ampliam para a arte e para a ciência a partir de uma teoria geral da criação

As transformações da Arte > obra > Objeto > objeto em processo de transformação

Objetivos: *Estudar os documentos de processo de criação (que antecedem à obra, com a finalidade de investigar a intimidade da sua fabricação)
* Conhecer os mecanismos internos que sustentam a construção da obra
* Verificar as diferentes relações entre obra, processo e artista, tendo em vista que a obra contemporânea acontece nas relações do fazer e não mais e necessariamente com a materialização da ação do artista em obra.
* Assegurar, pela crítica processual, a permanência de uma obra em tempos futuros.

Alterações Conceituais da “Nova Arte”(Processual)
* Interferências na armazenagem nos museus; na crítica de arte; no conceito do artista; de público; salões, galerias; no uso de materiais; no uso das técnicas; no espaço de criação (ateliê) e conseqüentemente, no ensino de Arte.

Alterações no Ensino de Arte:
• Na criação, o artista age como um sujeito inserido num tempo, espaço e cultura: olha para o ambiente e para a cultura, pensa, recorta, colhe e insere os objetos à sua maneira na sua obra.
• No ensino, a arte deixa de ser apenas uma “atividade” e passa a ser tratada como um conhecimento inteligível e sensível, portanto o professor não é mais o que deve ensinar a fazer “coisas”, mas a pensar a arte como um fazer humano que carrega consigo as marcas de seu tempo, espaço e cultura.
• A avaliação não deve se restringir mais apenas ao “processo” ou aos “objetos” feitos pelo aluno, mas passa a envolver um conjunto de ações por parte do professor para acompanhá-lo em seu diferentes raciocínios e fazeres, pois o aluno que faz e vê a obra também é um individuo que percebe o mundo de forma particular. Está impregnado de seu tempo-espaço e cultura. Portanto o professor de arte passa a não mais “ensinar”, mas a desenvolver conceitos sobre o objeto já feito e sobre os fazeres do aluno.

Pontos para Pensar:
*De que forma o professor está pensando estas questões?
*Qual a contribuição da crítica genética (ou de processo) para o Ensino de Arte?
*Em que situação se encontra o professor de Arte hoje?
*Como está a formação dele (do professor?)

A CRÍTICA GENÉTICA E O ENSINO DE ARTE: UM DIÁLOGO POSSÍVEL

A origem da Crítica Genética (ou Crítica de Processo):
*Na França em 1968, com Louis Hay (Centre National de Recherche Scientifique) ligada aos manuscritos literários.
*No Brasil > 1985, com Philipp Willemar, Porf. da USP, ligada aos manuscritos literários.
> Na PUC/SP – 1990 – Com Cecília Almeida Salles os estudos de processo de criação se ampliam para a arte e para a ciência a partir de uma teoria geral da criação

As transformações da Arte > obra > Objeto > objeto em processo de transformação

Objetivos: *Estudar os documentos de processo de criação (que antecedem à obra, com a finalidade de investigar a intimidade da sua fabricação)
* Conhecer os mecanismos internos que sustentam a construção da obra
* Verificar as diferentes relações entre obra, processo e artista, tendo em vista que a obra contemporânea acontece nas relações do fazer e não mais e necessariamente com a materialização da ação do artista em obra.
* Assegurar, pela crítica processual, a permanência de uma obra em tempos futuros.

Alterações Conceituais da “Nova Arte”(Processual)
* Interferências na armazenagem nos museus; na crítica de arte; no conceito do artista; de público; salões, galerias; no uso de materiais; no uso das técnicas; no espaço de criação (ateliê) e conseqüentemente, no ensino de Arte.

Alterações no Ensino de Arte:
• Na criação, o artista age como um sujeito inserido num tempo, espaço e cultura: olha para o ambiente e para a cultura, pensa, recorta, colhe e insere os objetos à sua maneira na sua obra.
• No ensino, a arte deixa de ser apenas uma “atividade” e passa a ser tratada como um conhecimento inteligível e sensível, portanto o professor não é mais o que deve ensinar a fazer “coisas”, mas a pensar a arte como um fazer humano que carrega consigo as marcas de seu tempo, espaço e cultura.
• A avaliação não deve se restringir mais apenas ao “processo” ou aos “objetos” feitos pelo aluno, mas passa a envolver um conjunto de ações por parte do professor para acompanhá-lo em seu diferentes raciocínios e fazeres, pois o aluno que faz e vê a obra também é um individuo que percebe o mundo de forma particular. Está impregnado de seu tempo-espaço e cultura. Portanto o professor de arte passa a não mais “ensinar”, mas a desenvolver conceitos sobre o objeto já feito e sobre os fazeres do aluno.

Pontos para Pensar:
*De que forma o professor está pensando estas questões?
*Qual a contribuição da crítica genética (ou de processo) para o Ensino de Arte?
*Em que situação se encontra o professor de Arte hoje?
*Como está a formação dele (do professor?)

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